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E-mail da Lê…

07/03/2010

Achei muito linda a letra dessa música:

OSWALDO MONTENEGRO – METADE

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

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Local trip

05/11/2009

Ainda estou na luta armada. Não consegui me empregar até o momento de publicação desse tópico. Porém consegui uma entrevista para quarta-feira passada. Era para trabalhar como desenhista em um projeto de comunicações na área de defesa, na base da aeronáutica.  Mas não rolou. Perdi a vaga certamente por não ter carro, pois o local tinha acesso ruim pra transporte publico. Droga. Mas tudo bem. Já é uma vitória ter ido à uma entrevista. Era eu e mais 2 caras brigando pela vaga.

 Por falar em defesa já me candidatei pra trabalhar como desenhista em duas empresas de defesa: UCS – fabricam submarinos e General Dynamics – fabricam veículos militares. Bem interessante. Totalmente diferente da minha formação e experiência, porém tenho características que me permitem migrar para outra área de atuação. Então pensei: – “Porque não?” Além do que defesa é a área do governo que mais recebe incentivo financeiro. Estão cheio de grana e sempre contratando. Pode ser que dê certo. Mas não recebi nenhuma resposta ainda.

 Não contei pra vocês de uma história engraçadíssima que ocorreu comigo logo que cheguei. Estava eu, uma semana após ter chegado, olhando a parada de encerramento do Port Festival quando uma senhora se aproximou de mim (eu já havia encontrado ela duas vezes em dias diferentes durante a semana, em uma barraquinha do festival e no centro de informações turísticas) e me cumprimentou. Acabei puxando assunto e ficamos conversando por alguns minutos. Ela me convidou para acompanhar a parada e eu fui. Ficou me explicando bastante sobre o bairro onde eu estava morando. Vimos a parada e uma projeção de imagens animadas na parede de um antigo armazém de grãos. Bem bonito. Já havia anoitecendo e uma amiga dela havia se juntado a nós. Após a projeção ter terminado ambas convidaram-me para ir à festa de encerramento do festival. Como eu não tinha nada pra fazer e não queria voltar pra casa acabei aceitando. Fomos caminhando até um teatro local e entramos (ingresso pago por elas). Hehehe. Dentro estava todo decorado com mesas, palco e cheio de gente. Sentei em uma mesa com elas e mais dois casais.

 Eu era o centro das atrações da mesa, uma vez que era o único brasileiro naquele local. Muitas perguntas de como eu tinha parado ali, o que eu estava fazendo, etc. Fiquei em altos papos com um senhor do meu lado. Muito simpático bem articulado e bem arrumado (e eu de All-Star surrado). Hehehehe. No meio de uma conversa alguém nos interrompeu e ele teve que sair. Alguns minutos depois o senhor aparece ao lado do palco e inicia um speech pra todos ali presentes. Naquele momento eu descobri que eu estava conversando por vários instantes com o prefeito de Port Adelaide (distrito que engloba uns oito bairros da região)! Hehehehe. Não acreditei. Hehehehe. Durante as palavras dele (dentre várias outras) ele cita Port Adelaide como uma região rumo ao futuro, com muitos talentos, bla bla bla, e que o Port festival tinha sido um sucesso. Era inclusive conhecido mundialmente e pediu dentre várias salvas de palmas, uma delas para o Rodrigo que tinha vindo direto do Brasil especialmente para a festa! Huhauauhauhaua. Que vergonha! Não sabia onde me esconder com todos batendo palmas e olhando para mim!!! Hahahaha. Foi muito engraçado!

 Alguns dias depois para agradecer o convite da festa, aumentar minha rede de contatos e fortalecer minha amizade com as senhoras do centro de informações turísticas eu fiz uma receita de brigadeiro e de beijinho e levei para elas! Hehehehe. Não preciso dizer que elas adoraram né?! Convidaram-me para comer os docinhos com elas e tomar café durante um dia à tarde. Hahahaha. Ontem ela me ligou pra saber como eu estava se já tinha tido algum progresso e tal. Quem sabe eu consigo algo por intermédio delas. Vai saber?! Vale tudo na luta pelo emprego! Hehehehehe.

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Lighthouse.

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Navio pirata.

O findi passado foi muito bom. Tirei-o para eu relaxar um pouco e desencanar momentaneamente do stress que é estar desempregado. O Vinicius e a Helena vieram de Sydney me visitar, pois era aniversário dela. Ficaram aqui em casa. Foram minhas primeiras e únicas visitas até agora. Chegaram quinta a noite e foram embora domingo à tarde. Esperei-os com uma lasanha perfeita de carne moída, molho vermelho, molho branco e muito queijo. Eles alugaram um carro e durante dois dias e meio visitamos vários lugares irados de Adelaide e seu entorno.

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Vinhedos australiano.

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Parreiral.

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Sombra em McLaren Vale.

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Vinícola Rosemount.

Em um dia fomos para McLaren Vale, uma das regiões vinícolas de Adelaide, Victor Harbour no extremo sul da região e dirigimos por diversas praias como Glenelg, Marlin Beach, e várias outras. De carro é outra história. Simpatizei muito mais com a cidade, pois a vi de um ângulo até então desconhecido. Embora todas as praias daqui sejam de águas tranqüilas, sem ondas (o que não é o meu estilo de praia) eu as achei bem legais com vários bairros interessantes.

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Catavento old style.

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Saindo da vinícola Wirra Wirra.

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Interior de South Australia.

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Eu e o Mr. Ed.

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Campo de feno.

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Acrobacia.

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Marlin Beach.

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Tu-Tu Barão.

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Love is in the air.

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Pier.

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Sunnyboy.

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Gramado de Glenelg Beach.

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Na companhia do sol.

No dia seguinte fomos para o lado oposto, a serra. Não são muito altas as montanhas, mas não deixam de ser bem interessantes. Tivemos uma boa visão de Adelaide do alto do Cleland Park, um parque natural cercado com quase todos os exemplares da fauna australiana dentro. Vimos cangurus, coalas, dingos, diabos da Tasmânia, emus e várias aves. Mas não adiantam os coalas são as estrelas locais. Na verdade eles dividem as atenções com os simpáticos cangurus. Os coalas são bem sossegados e preguiçosos, mas conquistam todos com seu estilo ‘queridão’. Parecem ursos de pelúcia vivos. Hehehehe. Já os cangurus têm de várias espécies: pequenos, vermelhos e inquietos – beges grandes e preguiçosos – médios e comilões. Hehehehe. Muito legal alimentar eles e ver as fêmeas carregando o canguruzinho na bolsa, às vezes com a cabeça de fora e outras com as patas. Mas sempre que eu estava dando comida pra eles parecia que em algum momento eles iam me socar. Hehehehe. Nesse dia esqueci a bateria da minha máquina fotográfica em casa e fiquei sem fotos. Mas o Vinicius tirou algumas e ainda não me enviou.

 Na seqüência visitamos uma cidade de colonização alemã chamada Handorf. Era praticamente apenas uma rua com vários restaurantezinhos, lojas e cafés. Bem charmosa, mas muito sossegada pra mim. Voltamos pra casa, tomamos banho, nos vestimos e fomos comemorar o aniversário da Helena com uma bela janta. Tudo cortesia do meu amigão Vinicius. Valeu piá!!! Tava muito boa. Como entrada, saboreamos dois tipos de ostras – naturais e Kilpatric (com bacon). Como prato principal o Vinicius comeu uma massa ao molho branco de alho e camarões, a Helena um prato de frutos do mar variados e eu uma picanha ao molho de cogumelos com fritas e salada. Tudo isso regado a cerveja e vinho. Mas não bebi muito, pois estava dirigindo.

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Teste de atenção pra motorista.

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Minha cidade adotada.

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Degustando um Rosemount 'O' com muita classe e finese.

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Adelaide's new generation.

Após toda a abundância do banquete fomos à casa dos meus mais novos amigos: Renata e Mike. Reunimos-nos com outros brazucas perdidos em Adelaide, todos eles marinheiros de primeira viagem, na luta pelo emprego também. Foi apenas uma visita rápida, mas muito divertida. No outro dia visitamos alguns locais aqui perto e casa e fomos dar uma volta no centro de Adelaide. Estava extremamente quente. O sol queimando muito. Bem mais forte que no Brasil. Mais uma vez tive uma agradável surpresa ao caminhar por ruas e lugares que ainda não tinha ido, como o rio Torrens. Achei a cidade muito mais bonita que antes e comecei a mudar o meu ponto de vista sobre esse local. E agora vai melhorar ainda mais, pois está entrando uma época de muitos eventos e festivais ao redor da cidade.

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Casal Colgate.

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Farol.

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Piazada em Outter Harbour.

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Rio Torrens no coração de Adelaide.

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Lá vem o pato... Essa placa eu nunca tinha visto.

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Coreto.

Infelizmente meus amigos tiveram que partir de volta para Sydney e devolver o carro. Voltei a ser um pé rapado de novo. A realidade é dura e cruel. Hehehehe. Meu dia de licença acabou. Cá estou eu de novo no front, na luta armada mais uma vez. Abraço a todos.

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E-mail do meu brother

23/10/2009

Abaixo vai a reproducao fiel sem cortes de um e-mail que recebi do meu brother Daniel. Voces terao uma boa visao de como passei as ultimas duas semanas.

Abracos!

From: danielwik@terra.com.br
To: rodvictoria@hotmail.com
Subject: Hola que tal ?
Date: Wed, 21 Oct 2009 22:35:50 -0200

E aí…. como é que tá o amigo ? Adaptado à nova cidade já ? Acredito que deva ser tudo muito estranho, aquele lance de chegar e ter que se orientar até para procurar um supermercado, loja, ponto de onibus, etc, mas enfim, tudo é aprendizado…

Seguimos bem aqui, acho que em uma semana temos o quarta da Carolina finalmente terminado, e daí é só contar as semanas…falta pouco !!

Fiquei sabendo que tua mãe está tentando extensão do visto prá ficar mais uns meses nos EUA, bah que beleza … de repente teu pai vai é voltar prá lá tbm…

Tenho feito algumas poucas entrevistas por aí, mas ainda não pintou nada, estou torcendo prá um lance na Cordoaria, que vou ver na primeira semana de Novembro…de repente… Não esquece de quando procurares por aí lembrar de mim, quem sabe não tem alguma empresa boazinha interessada num tupiniquim com alguma experiencia ?

Esta semana é o aniver do Daian, vamos ver se fazemos algo… todo mundo tá bem, o Digo trabalhando de novo.

Abração brother

Daniel

PS: seguem fotos da mamãe barriguda e do Lucky tentando roubar espaço no berço da Carolina

Resposta:

Fala cruza de arame farpado com cobra d’água! Tudo de boa Danigay?

Que louco cara! Tava pensando mesmo em te escrever.

Foi o tar do transmimento de pensação!

Sabe q a adaptação não é problema pra mim. Eu já to tão viajado que realmente esse é apenas mais um lugar que estou vivendo. E eu particularmente gosto de viver coisas novas, tipo caminhar por calçadas diferentes, ver pessoas estranhas, comer comidas com sabores não conhecidos, etc. Mas admito que quando cheguei aqui estranhei. Ainda mais vindo de um país como os EUA, onde tem tudo e as marcas e lugares são conhecidos. A cultura pop americana e o way of life deles é mais presente na nossa vida do que a gente imagina.

Na Austrália não é tão assim. Aqui é mais parecido com o Brasil, porém bem mais organizado, limpo e sem violência. E também não deixei de comparar Adelaide com Sydney o que é uma grande diferença. Eu sou apaixonado por Sydney, então seria como pedir pra um gringo que morou no Rio de Janeiro por um ano, comparar a capital carioca com Porto Alegre. Ele iria preferir 1000 vezes o Rio. Entendeu a analogia?

Enfim, aqui também é legal. É muito charmoso, tem vida nas ruas, o centro da cidade é rodeado por parques, aquela atmosfera européia no ar, a cidade é rodeada por vales onde cultivam vinhos e tem várias praias (mais do estilo da california ou do estilo do sul do Brasil porém com água azul, não marrom). Acho que é bom local para se viver e melhor, para criar uma família. Por isso, inclusive que eu me lembrei de ti.

Aqui não está sendo fácil a procura por empregos, mas tenho certeza que acharei algo logo. Estou super confiante e tenho plena certeza da minha capacidade. Além de ter uma boa formação e alguma experiência no exterior, o meu inglês está melhor do que nunca e isso é um diferencial (mais uma vez lembrei de ti)! Essa cidade é basicamente formada por imigrantes. Nas ruas tu cruza com indianos, africanos, europeus e orientais. E nós sul-americanos. Ela é extremamente cosmopolita. Porém a maioria dos imigrantes têm uma formação fraca, possuem o inglês abaixo da média e/ou são de culturas totalmente diferentes (o que nenhuma dessas características tem a ver conosco). Então acabam encontrando mais dificuldade de entrar no mercado de trabalho. Por essas essas e outras que eu estou tão confiante.

Não está sendo fácil. O meu trabalho é procurar trabalho. Literalmente estou fazendo isso. Acordo todos os dias as 7:30 da manhã e vou dormir às 22:30. Sem parar estou fazendo algo para aumentar as minhas chances de encontrar trabalho. Seja conversando com especialistas, mandando currículo, refazendo e adaptando currículo, aumentando minha network, melhorando minha carta de apresentação, criando um portfólio, contatando agências, contatando referências pessoais, lendo jornal, me vestindo bem ao sair na rua, me inscrevendo em cursos, etc. A última dica que tive é o hidden market. Não vou mais esperar pelas oportunidades, agora vou começar a ir atrás delas antes mesmo de estarem visíveis. Vou começar uma estratégia de contatar diretamente as empresas seja on-line ou pessoalmente.

Enfim essa é a minha vida de guerreiro batalhador agora. Estou bem animado e cheio de energia (também né, depois de tanto tempo sem trabalhar)! Hehehehe. Mas voltando ao tópico ‘pensando em ti’ tive uma idéia manjada pro teu caso… Porque tu não inicia um processo de migração como eu fiz? Vai investir algum dinheiro, mas nada que tu não seja capaz de pagar. Além do que eu posso te auxiliar e conheço várias pessoas que também podem. Tu não tem nada a perder! Tu já tem dois conhecidos morando nesse país! Já vi não uma e nem duas, mas dezenas de famílias de imigrantes aqui. Com um ou mais filhos inclusive. Além do que já conheci brazileiros na tua área que estão aqui.

Cara, manager é genérico, eles precisam em qualquer lugar. E tu, com o teu currículo, iria arrepiar! Sério mesmo. Acho até que tem San Remo por essas bandas (como referência do teu ex-trabalho). Eu tô vendo a dificuldade que está sendo pra tu te encaixar aí no Brasa, então por que não? Ontem mesmo, descobri que a nossa universidade (Unisinos) é reconhecida sim como uma instituição de ensino sólida brasileira. Isso é, as pessoas com diploma da Uni tem sua formação educacional equivalente a uma instituição austraiana. YES YOU CAN!

Nossa como escrevi. Em vez de trabalhar… tstststs.

Parabéns pela baby mais uma vez! A Sabrina tá linda grávida. As mulheres que estão esperando filho tem um brilho diferente né?! E tira esse gremlin pulguento do berço rapá! Tua filha vai dormir no meio de chumaço mijado de pelo??!! You white brazilian trash!!! kkkkkkkkk Manda um beijo praqueles toscos veadinhos do Daian e do Digo. Diz pra eles que quando eu chegar de volta aí, eu vou escrever ‘saudade’ num tijolo e atirar na testa dos dois pra eles sentirem como saudade dói! Hehehehehe.

Abraço forte.

Rodrigo ‘Teumarido’ Victoria

PS.: Posso divulgar essa carta no meu blog ou tu prefere discrição?

Foi aprovada a divulgacao da carta…kkkkk

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Adelaide finalmente!

14/10/2009

Finalmente cheguei em Adelaide. Foi sábado passado, dia 10/10/2009 às 16:30 no horário local. Na noite anterior eu, o Vinicius e a Helena combinamos de ir em algum pub para minha mini despedida, porém mudamos os planos ao olhar pela janela do studio. Simplesmente não parava de chover. A saída então foi cozinhar em casa e nos divertirmos ali mesmo. Para isso nada melhor que umas cervejinhas bem geladas. Eu fiz um filé com aspargos ao molho de queijo e arroz branco como acompanhamento. Modéstia parte estava muito bom. A Helena preferiu tomar Baileys após a janta e eu e o Vinicius fizemos praticamente uma degustação de cervejas. Tomamos umas 6 cevas diferentes. Todas ótimas.

Filé com aspargos ao molho de três queijos.

Filé com aspargos ao molho de três queijos.

Degustação de granola líquida.

Degustação de granola líquida.

Seis tipos da melhor qualidade. Sem falar nos vinhos e no Baileys.

Seis tipos da melhor qualidade. Sem falar nos vinhos e no Baileys.

Vou aproveitar e agradecer aqui, publicamente e oficialmente, o apoio que a Helena e o Vinicius me deram. Esse início é complicado. Chegar numa cidade do tamanho de Sydney sem ter onde ficar é bem dificil. Principalmente se a intenção é economizar grana. Espero retribuir essa gentileza um dia. Origado pessoal vocês são especiais pra mim. A mansão Victoria no coração de Port Adelaide está com as portas abertas pra vocês. Espero-os em 1 semana e meia, mas não se esquecam da roupa de cama!!! Hehehehe.

Valeu pelo galho quebrado pessoal!

Valeu pelo galho quebrado pessoal!

Terminando a última ceva comecei a sentir uma dor estranha no rim. O casal foi dormir e eu também. Eram 7 da manhã quando acordei com a dor aumentando. Fui no banheiro, caminhei pela casa, falei com meus pais, com a Lê e até com a Zuca pelo Skype e nada da dor passar. Pelo contrário ela só aumentava. Durante meu papo com o pai cheguei a ficar com a pressão baixa, branco e suando de dor. Detalhe: meu avião iria decolar às duas da tarde. Eu já havia sentido a mesma dor a alguns anos atrás. Era a mesma. Suspeitei desde o princípio (já diria o Chapolin Colorado): crise de pedras nos rins! Quase não acreditei. No dia em que ia viajar, com uma pessoa me esperando em Adelaide e com vôo marcado eu estava tendo outra crise! Era só o que faltava. Cheguei a pensar em ir pro hospital. Mas após alguns copos d’água a dor foi diminuindo.

Estação central de Sydney.

Estação central de Sydney.

Adelaide.

Adelaide.

Fiquei nesse drama até às 11 da manhã. O pessoal da casa acordou, tomamos café e já não sentia nada, embora estivesse meio desconfortável com a possibilidade da dor voltar. Peguei o trem e fui pro aeroporto. Fiz o check-in, paguei peso extra e peguei o avião. Quando cheguei na capital da Austrália do Sul tinha um senhor voluntário me esperando. Seu nome, Anthony Hodgkiss. Ele também foi imigrante vindo da Inglaterra há 50 anos atrás. Muito simpático. Ficamos conversando sobre política e sobre o Obama. Não sei se é verdade, mas ele me contou que os submarinos americanos eram construídos no subúrbio onde eu iria morar, Port Adelaide. Ele me deixou em casa e me deu uma breve introdução de como seria daqui pra frente.

Downtown e praias.

Downtown e praias.

Estacionamento.

Estacionamento.

A casa que o governo de South Australia me concedeu é ótima. É um sobrado com dois pisos. No térreo, sala de estar, jantar integrado com a cozinha, lavanderia e lavabo. No piso superior dois quartos e um banheiro. Bem simples, porém confortável e toda mobiliada. Porém poderei ficar aqui somente por três meses. Devo achar outro canto pra me jogar dentro desse prazo.

Mansão Victoria. Favor adentrar pelo portão esquerdo.

Mansão Victoria. Favor adentrar pelo portão esquerdo.

Por favor, vê se tem algo pra mim aí na caixinha do correio.

Por favor, vê se tem algo pra mim aí na caixinha do correio.

Bem vindos. Essa é a sala com minha poltrona púrpura e o mate quente aguardando a tua visita.

Bem vindos. Essa é a sala com minha poltrona púrpura e o mate quente aguardando a tua visita.

Se quiser fazer batata frita no fogão ou secar meias no microondas tá liberado.

Se quiser fazer batata frita no fogão ou secar meias no microondas tá liberado.

E esse é o cafofo.

E esse é o cafofo.

Após o senhor ir embora fui dar uma caminhada pelo bairro. Achei um Hungry’s Jack (o mesmo Burger King mas com outro nome), Jantei e voltei pra casa. Dormi no sofá por algumas horas, acordei às 9 da noite e fui até o Port Festival. Casualmente aquele dia era o primeiro de um festival anual que ocorre nesse bairro. Cheguei bem no momento que eles estavam comemorando o início do mesmo com uns 15 minutos de fogos de artifício sobre um rio. Bem bonito. Foi uma bela recepção pra mim. Hehehe.

Port Adelaide.

Port Adelaide.

Quando eu saí de casa a tarde tentei comprar roupa de cama e comida, porém nenhum supermercado estava aberto. Cheguei do festival, não tinha comida e nem roupa de cama. Estava meio frio. Entrei em casa, tudo estava silencioso, sensação estranha, meio desconfortável. Depois de tanto agito dos últimos meses tinha desacostumado como era ficar literalmente sozinho. Não nego que eu estava me sentindo triste, meio abandonado. Hehehe. Tomei um banho e fui dormir direto sobre o colchão. Sorte que tinha um bom aquecedor de ambientes à disposição.

No meio da noite fui acordado por uma visitante indesejada: a dor no rim! Ela estava de volta e aumentando. Que droga. Pensei: -”Tô ralado!” Não tinha telefone, nem carro e muito menos sabia onde era o hospital mais próximo. Não tive escolha, tomei meu remédio, água da torneira, e esperei passar. Foi perdendo intensidade, diminuindo, até que dormi novamente. Acordei no dia seguinte muito bem, novo em folha! Até agora não senti mais nada e espero que essa sensação dure no mínimo uns 100 anos. Hehehe.

Fui em um posto de informações turísticas perto daqui e passei um bom tempo me informando sobre trens e ônibus. Depois fui em dois mercados comprar mantimentos e roupa de cama. Fiquei o dia inteiro envolvido com isso. Quando cheguei em casa estava anoitecendo. Arrumei minhas roupas nos armários e gavetas, tomei um belo banho e assisti um filme no computer. Falando nisso, sorte que eu tenho esse laptop, pois é e será a minha principal ferramenta de trabalho e lazer caseiro daqui pra frente. Mesmo sem internet em casa, ainda posso ver filmes e escutar músicas através dele. Belo presente do cunhas. Thanks Mike!

Na segunda de manhã o Anthony apareceu de novo aqui e me levou pra conhecer o centro de Adelaide e os lugares que frequentarei nos próximos meses, tais como, a imigração, um juiz de paz pra oficializar documentos, o local da palestra sobre o processo de obtenção do visto permanente, um orgão do governo que analiza meu currículo e me encaminha pra empregos, onde comprar telefones, a estação central de trens, etc… Enfim ainda tenho muito caminho pra percorrer.

No momento estou revisando o currículo novamente e me organizando para partir a procura de empregos. Consigo acessar a internet no prédio da biblioteca do meu bairro. É gratuíto. A diferença de horário para Porto Alegre é de 13,5 horas. Logo é possível conversar comigo a partir das 20:00 da noite no Brasil, pois aqui será 9:30 da manhã (horário em que a biblioteca abre).

Pra vocês terem uma idéia do clima daqui, pelo menos nessa época do ano, todos os dias possuem sol, chuva, nublado, muito vento, frio e calor. São 4 estações do ano em apenas 24 horas. É louco. As vezes tá o maior solzão na rua e de repente cai um toró. ???!!?? Vai entender… Embora que em algumas horas me lembra muito as praias gauchas no outono. Quem conhece Tramandaí e Imbé sabe o que estou falando. Acho que por causa do vento forte insistente que não para. Deve ser o tal do Sirocco soprando…

No mais é isso, continuo tocando o gado em frente!

Abraço e saudades de todos.

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De vota para o futuro

04/10/2009

Estou desde domingo em Sydney. Voltei pra cá depois de exatamente dois anos. A vida voa. Quando nos damos conta já passou um dia, uma semana, um mês, um, dois anos… e assim vai. Louco. Parece que foi ontem que eu saí daqui.

Me perguntam por que eu gosto tanto desse lugar. Eu nunca sei responder. Talvez seja a vibe da cidade que me deixa assim. Sydney é meio antiga, mas moderna ao mesmo tempo. Não é perfeita. Cheia de problemas como toda grande cidade, mas acho que isso acaba contribuindo pra minha admiração. Quando eu fui dar uma caminhada até Circular Quay eu me senti bem demais. Algo talvez sem explicação. Acho que a situação de estar em frente a Harbour Bridge, vendo a baia com Sydney e seus prédios iluminados ao fundo e atrás de mim a Opera House, ao meu lado o Opera Bar bombando de gente. A atmosfera estava muito boa. Talvez até a sensação não estivesse no exterior, porém dentro de mim. Não sei porque, mas eu gosto daqui.

O melhor que eu consegui extrair da minha camera amadora - Harbour Bridge.

O melhor que eu consegui extrair da minha camera amadora - Harbour Bridge.

Sydney CBD (Central Business District).

Sydney CBD (Central Business District).

Tive a oportunidade de morar na Califórnia, mas lá é tudo muito cenário. Até o tempo parece de mentira. Nunca chove. É tudo perfeito e limpo sempre. Isso me agoniza de um certo modo. Uma vez alguém falou que os EUA era um país sem esquinas, sem alma. Eu sou obrigado a concordar quando coloco ao lado da Austrália e do Brasil. Adorei morar na Califa, foi uma fase muito legal (principalmente por causa das grandes amizades que fiz naquele país), mas ainda assim não troco Sydney por Los Angeles. Embora eu ficaria com mais dúvidas se colocasse San Francisco no páreo…

Opera House noturna.

Opera House noturna.

Essa semana choveu bastante por aqui. Não pude aproveitar a cidade exatamente como queria. Mas não me incomodo, pois não faltará oportunidade. Ainda assim rever o Chris trabalhando ao lado do Sasha (meu flatmate e meu chefe respectivamente) foi uma experiência agradavelmente surreal. Quando entrei no restaurante, parecia que eu nunca tinha saído de lá. O Chris, cozinhando e comandando a cozinha do jeito inquieto e ágil dele e o Sasha comandando o Taste of Brazil do jeito atrapalhado e atento dele. Ambos muito bem na sua relação profissional de amor e ódio. O restaurante, por sua vez, mudou para muito melhor, arquitetonicamente falando. Fiquei feliz em vê-los e acho que ficaram feliz em me ver também. Segunda a noite irei visitar o Chris e sua esposa na casa deles, e conhecer a Bella (a filhinha dos dois).

Estou morando muito perto do centro de Sydney. Estava preocupado antes de chegar, pois geralmente a galera brasileira que mora aqui acaba se amontoando em 4 ou 5 pessoas num mesmo ap para reduzir as contas de moradia. E eu estava chegando meio que de gaiato pra ficar apenas 2 semanas sem saber onde iria dormir. Vim do aeroporto direto de trem, caminhei duas quadras e encontrei fácil o apartamento. Quando entrei me surpreendi. Um apartamento ótimo! Studio com quarto, sala e cozinha integrados, porém bem espaçoso, duplex e confortável. Fui muito bem recebido pelo casal Vinícius e Helena, com uma lasanha no forno, banho quente e muita simpatia. Impossível de não ficar a vontade. Agradeço de coração a eles por me receberem tão bem de braços abertos.

Vinícius e Helena quebrando aquele galho.

Vinícius e Helena quebrando aquele galho.

Studio Kippax St. Surry Hills.

Studio Kippax St. Surry Hills.

Os outros dias que passaram caminhei bastante, fui à praia, tirei informações válidas em órgãos governamentais, abri conta em banco, etc. Agora estou aguardando o momento do ataque à Adelaide. Sábado eu estou voando para lá. Aí sim o bicho vai pegar. Ainda bem que o governo conseguiu uma casa pra mim, pois nos próximos meses o meu trabalho será procurar trabalho. E tenho certeza absoluta que eu conseguirei. O desafio e o medo do desconhecido, nesse caso, apenas instigam a minha determinação para superar e ultrapassar esse obstáculo. Estou super carregado de energia. Essa experiência será fantástica.

Bondi Beach no meio da semana.

Bondi Beach no meio da semana.

Surfers.

Surfers.

Topless liberado por aqui.

Topless liberado por aqui.

Cheers’n'beers.

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Videos do Hawaii

30/09/2009

Esses vídeos eu fiz enquanto estava no Hawaii.

O primeiro foi feito enquanto o avião estava pousando em Waikiki. Ao meu lado está o jogador de volei da Polônia e uma americana que mora na ilha.


O segundo é sobre a dança típica havaiana, a ula, apresentada gratuitamente após o pôr-do-sol na praia de Waikiki.

O terceiro mostra os surfistas e as ondas iradas de Banzai Pipeline logo que cheguei em North Shore às 10 da manhã.

E por último o quarto foi feito pela Ana (amiga polonesa) em Waimea Bay no momento que uma onda gigante chega na praia. Ela ficou com medo e saiu correndo, logo o final dele é meio mexido. Hehehehe.

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Hawaii

27/09/2009

Já cheguei em Sydney e estou muito bem instalado na casa de um casal de São Paulo amigos da época que vim pra Austrália em 2006: Vinicius e Helena. Esse post eu escrevi no avião. Vou reproduzí-lo na versão original:

“Embarquei pro Hawaii na segunda no final da tarde pertinho de casa no aeroporto John Wayne de Orange County. Voei pra Seattle com escala em San Francisco. Cheguei em Seattle à meia-noite e meu vôo pra Honolulu saiu somente às 8 da manhã. Foi brabo ter que dormir no aeroporto. Tentei dormir no chão (as cadeiras de espera tinham braços fixos), mas só consegui por apenas 1 hora e meia. Muita gente circulando, o ar-condicionado estava ligado no hiper frio, eu tava louco por um banho e não tinha nenhum lugar aberto para mim comer algo. Finalmente o horário chegou e eu embarquei. No avião dormi mais umas 2 horinhas apertado contra a janela do lado de um jogador de vôlei polonês. O cara era gente boa.

O Ervilhão (aka Mario Kart) nunca decepciona: faz teste de trânsito e leva galera cheia de mala pro aeroporto.

O Ervilhão (aka Mario Kart) nunca decepciona: faz teste de trânsito e leva galera cheia de mala pro aeroporto.

See ya buddies.

See ya buddies.

Chegando em Honolulu (a cidade mais conhecida de Oahu e do Hawaii) aluguei um carro e fui direto pro hostel international. Devia ser umas 2 da tarde quando cheguei lá. O check-in ainda não tava aberto, mas a moça deixou eu colocar minhas malas no quarto. Não queria circular com coisas dentro do carro. O Hawaii é conhecido por roubarem coisas dos carros e eu já tive uma experiencia semelhante da ultima vez. Nada como a experiencia!

Paraíso flutuando no meio do Pacífico.

Paraíso flutuando no meio do Pacífico.

Honolulu do alto.

Honolulu do alto.

Waikiki e Diamond Head.

Waikiki e Diamond Head.

Hostel.

Hostel.

Eu tava simplesmente quebrado louco por banho, comida e cama. Comi um subway no centro de Waikiki recheadasso. Fiquei caminhando por lá, vendo a praia e as pessoas. Lugar lotado de orientais pra todos os lados. Estava quase indo pro hostel quando descobri que ia ter um show de ula (dança havaiana) de graça na praia após o pôr-do-sol. Fiquei um pouco mais (tava bem legal), fui fazer compras e voltei pro albergue. Lá chegando a moça que me atendeu, super riponga, foi muito legal comigo, bem simpática mesmo. Já no quarto eu conheci um canadense e um cara do oregon. O canadense, Brandon, casado com Nicole, também canadense. Ambos muito legais. Estavam indo pra Big Island (uma das ilhas do Hawaii) trabalhar em fazendas, juntar uma graninha e ir pra Australia. Ele é escritor e ela investidora. Casal super simpático. Na mesma noite conheci também duas polonesas que trabalhavam no hostel: Ana e Pati. Muito simpáticas também nos convidaram pra uma caminhada no dia seguinte. Devia ser umas 9 da noite quando desabei na cama, dormi muito.

Pôr-do-sol mágico.

Pôr-do-sol mágico.

Beleza nativa.

Beleza nativa.

No dia seguinte fomos fazer o tal do hiking no meio de uma floresta tropical. Eramos cinco, eu, o casal canadense, as polonesas e Zeek, um americano amigo delas. Ele era nosso guia pois morava no Hawaii por 3 anos. Caminhamos por 5 horas. Subimos e descemos uma montanha enorme. Me senti num episódio do Lost, pois a floresta era igual e a paisagem também. O topo era um deslumbre total. Dava pra ver uma parte grande da ilha, suas praias, cidades, corais, vulcões, etc. Muito lindo mesmo. Na volta pegamos uma prainha do lado de um farol e voltamos pro hostel. Conheci mais outro pessoal: Nils, alemão de Zurique e Carolina, jornalista de Buenos Aires, ambos recém chegados no albergue.

Fim da trilha Kuliouou.

Fim da trilha Kuliouou.

Flores no alto da montanha.

Flores no alto da montanha.

Reflexo.

Reflexo.

Admirando a perfeição da natureza.

Admirando a perfeição da natureza.

Felicidade ao terminar a trilha.

Felicidade ao terminar a trilha.

Zeek, Ana, Brandon, Nicole, Pati e eu.

Zeek, Ana, Brandon, Nicole, Pati e eu.

No outro dia fomos pro North Shore de Oahu e visitamos praias famosas como Waimea Bay, Banzai Pipeline, Sunset Beach, Rockypoint, etc. As condições do mar estavam completamente diferentes da última vez que estive lá. Quando fui com a Zuca o mar estava completamente flat, cheio de famílias, crianças tomando banho e fazendo snorkel. Dessa vez tava cheio de surfistas e alguns loucos tomando banho. Ficamos parte do dia em Waimea Bay e o restante em Sunset Beach. Tomei banho, mas estava muito perigoso. A força da maré era impressionante. E de tanto em tanto vinha uma onda gigante e varria tudo na praia. Inclusive nós fomos pegos de surpresa e quase que tive minhas coisas completamente molhadas. Uns surfistas perderam a chave do carro e tiveram que voltar de taxi pra Honolulu, além de pagar uma chave nova.

Haleiwa, North Shore.

Haleiwa, North Shore.

Pipeline.

Pipeline.

Waimea Bay Beach Park.

Waimea Bay Beach Park.

Maré de Waimea é incrivelmente forte.

Maré de Waimea é incrivelmente forte.

Por último fomos comer uns camarões e ver o pôr-do-sol em Sunset Beach. As ondas estavam gigantes no outside. Na verdade foram as maiores ondas que eu já vi na vida. Aqueles caras são loucos em surfá-las. As pranchas eram enormes pra poder deslizar com mais estabilidade, mas as ondas deviam ser umas 3 vezes a altura deles. Muito tri. Parecia fácil da areia. E pra ajudar o pôr-do-sol estava simplesmente demais. Quando o sol desapareceu veio uma nuvem enorme de trás de um morro e trouxe junto uma chuva forte. Voltamos pro hostel mais uma vez satisfeitos.

Sombra na areia.

Sombra na areia.

Sol na cara.

Sol na cara.

Pegadas.

Pegadas.

Outside de Sunset Beach.

Outside de Sunset Beach.

Outro pôr-do-sol inesquecível.

Outro pôr-do-sol inesquecível.

Brandon, Pati, Nicole, Ana e eu na volta de North Shore.

Brandon, Pati, Nicole, Ana e eu na volta de North Shore.

Acordei sem pressa no meu último dia. Tomei um cafezão e me conectei na net. Falei rapidamente com a Lê, com a Vica e meu pai. Foi bom, pois matei por alguns segundos a saudade e recebi a boa notícia que o governo australiano conseguiu uma casa pra mim morar por um preço razoável durante 3 meses em Adelaide. Isso estava tirando um pouco meu sono. Pelo menos agora sei que terei um lugar pra dormir até arranjar um emprego e outro apartamento. Depois eu, Brandon, Nicole, Carolina e Nils fomos fazer snorkel e ver os corais em Hanauma Bay (um dos melhores spots pra isso no mundo). No meu primeiro mergulho levei um susto grande quando me dei conta que ao meu lado tinha uma tartaruga marinha gigante nadando. Linda! Vi vários peixes de diversos tamanhos, formatos e cores. Pena que estava meio nublado e mexido. Poderia ter sido melhor. Mas não dá pra reclamar de nada né?! Começou a chover e fomos embora. Dirigi a volta do símbolo de Waikiki, o vulcão Diamond Head (Cabeça de Diamante) e fomos comer uma especiaria local trazida por imigrantes portugueses chamada Marasalas. Ótimas, me lembraram muito os sonhos da Casa da Vovó (o pessoal de São Léo vai saber o que estou falando), porém bem mais macio e leve.

Snorkel em Hamauma Bay.

Snorkel em Hanauma Bay.

De cima pra baixo: Nils, Carolina, Nicole e Brandon.

De cima pra baixo: Nils, Carolina, Nicole e Brandon.

Depois fomos de volta pro albergue e, aproveitando a presença da hermana Carolina de Buenos Aires, fiz o meu melhor chimarrão até o momento. Pra minha surpresa vários gringos já conheciam a tal da erva-mate, porém nunca tinham experimentado do jeito gaúcho clássico, roots, bebendo direto na cuia. Estava chuvendo, anoitecendo, chimarrãozinho rolando, bom papo. Perfeito pro último dia no paraíso. Fui dormir às 9 pra acordar à meia-noite e ir com todo o pessoal beber ceva num barzinho na frente da praia.

Lulu's Beach Club pra uma cervejinha apenas.

Lulu's Beach Club pra uma cervejinha apenas.

Hoje acordei às 6 da manhã, devolvi o carro e fui direto pro aeroporto pegar mais um vôo. O destino agora é Sydney, Austrália. Estou nesse exato momento escrevendo de dentro do avião. A companhia é a mais lixo que já voei: Jetstar. É parceira da Qantas, mas nem de longe tem a mesma qualidade. Pelo menos não estou pagando diretamente (estou usando minhas milhas). Muito estranho, eles não te dão nada, nem cobertor, nem travesseiro, nem refri, nada. Tudo se tu quiser tem que pagar. E o pior é que um sandubinha ridículo é uns AU$6.00. Se soubesse teria comprado um gorduroso do MacDonals e trazido comigo. Agora azar. Estou ouvindo um som muito louco e muito bom: MGMT – Time to Pretend (saquem o clipe que massa que é).

Acabei de cruzar a linha internacional do dia. Faltam 3 horas e meia pra chegar. Estamos à 535 mph e 38000 pés de altura. Tenho um amigo em Sydney, Vinicius, que vai me hospedar por 2 semanas antes de ir pra Adelaide. Espero que ele se lembre que eu estou chegando. Ao desembarcar em Sydney vou de trem pro apto dele. Lá eu sei como me locomover. Saudades de todos.”

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Despedida

27/09/2009

No domingo passado (20/09/09) a mãe do Marinho fez um almoço perfeito para nós: feijoada. Além de ter sido o último fim de semana dela nos EUA, também era o meu. Estava ótima! Vou sentir saudade dela e daquela comidinha caseira que tanto me alimentou nos intervalos da Mercedes Benz. Brigadão tchê Márcia!!!

Márcia e sua feijoadinha mais do que especial.

Márcia e sua feijoadinha mais do que especial.

Um prato como esse não tem preço aqui no exterior.

Um prato como esse não tem preço aqui no exterior.

Já à noite teve um encontro de despedida para mim em um barzinho bem legal em OC. Algumas das pessoas que fizeram parte da minha passagem pelos EUA estiveram presentes: Marinho, Gica, Marcella, Rodrigão, Vovô, Camila, João, Sophia e Felipe. Mais uma vez tive que me despedir de pessoas que eu gosto. Não tá sendo fácil essa rotina de dizer tchau de tempo em tempo. O bom é que a nossa amizade não diminuiu durante esse tempo que estive fora e quando voltei, nem que por apenas 2 meses, tive a oportunidade de fortalecê-la um pouco mais. Tenho certeza que reverei todas aquelas pessoas algum dia.

Marinho: valeu pelas idas pro aeroporto, pelo ervilhão e o espaço no ap.

Marinho: valeu pelas idas pro aeroporto, pelo ervilhão, pelo espaço no ap, pelo whisky aveludado, pela brodagem, por me apresentar MGMT, etc, etc, etc.

Gica: valeu pelas dicas na América e por aturar o Marinho e tirar ele de perto hehehe.

Gica: valeu pelas dicas na América, por aturar o Marinho e tirar ele de perto algumas vezes (hehehe) e por aquele old fashioned donut que eu não esqueci!!! Hehehehe.

Mar: valeu pelo companheirismo e pelas risadas.

Mar: valeu pelo companheirismo, pelas risadas e por deixar eu batizar um brinco de "pumpkin heads".

Rodrigão: valeu pela roupa da Mercedes e por compartilhar aquele bourbon maravilhoso.

Rodrigão: valeu pela roupa da Mercedes, por compartilhar aquele bourbon maravilhoso, pelo workshop de batera e pela caminhada urbana de 20 km no sol atrás de Starbucks.

Vovô: valeu pelas idas em Crystal Cove, as dicas de vinho e as palhaçadas como essa imitação tosca de bichinha! Hehehehe.

Vovô: valeu pelas idas em Crystal Cove, as dicas de vinho e as palhaçadas como essa imitação tosca de bichinha! Hehehehe.

João: valeu pela parceria na balada e pelas palhaçadas como essa aí - eu bebendo a vela e tu cantando huahuahuahaua.

João: valeu pela parceria na balada e pelas palhaçadas como essa aí - eu bebendo a vela e tu cantando com ela huahuahuahaua.

Camila: valeu pelo carro e pelo alto astral mesmo estando de baixo astral sem trampo.

Camila: valeu pelo carro e pelo alto astral mesmo estando de baixo astral sem trampo.

Sophia: thanks for the real english chating and for taking special care of my buddy.

Sophia: thanks for the real english chating and for taking special care of my buddy.

Felipe: valeu pela força com o colchão, pelos Beatles cover, pela amizade e pela dica de corte de cabelo.

Felipe: valeu pela força com o colchão, pelos Beatles cover, pela amizade e pela dica de corte de cabelo.

h1

E-mail

19/09/2009

Recebi esse e-mail do meu pai. Achei demais! Muito bom, foi emocionante lê-lo antes dessa viagem louca que irei fazer. Achei legal para divulgá-lo aqui:

“Querido filho

Espero que tudo esteja bem contigo.

Leio sempre o teu blog e o que transmites… gosto bastante e o que me parece é que estas vivendo num ambiente que te dás bem e que estas feliz. Isto me deixa também, feliz….como todo pai orgulho do filho. Entretando, estas longe e agora, na segunda -feira, vais pra mais longe, para o outro lado do mundo, atrás dos teus sonhos e esperanças. Acho que estas certo…mas….. mais uma vez vais pra longe de mim e de tua mãe, onde não poderemos nos encontrar seguidamente e, isto me entristece bastante. Mas o que vou fazer…dizem que os filhos são criados para o mundo, são como flechas lançadas ao céu, sem rumo, e …nós, os pais, somos os arcos deste lançamento, que ficamos olhando, em vão, para o céu sem poder participar.

Quero te desejar muita felicidade, te cuida e adota todos os principios da tua educação que, tenho certeza, te guiará no rumo certo e te levará a encontrar o que tu procuras  e sonhas…….

Gostei muito da tua passada por Albany, onde pudemos conviver juntos por  2 semanas, trabalhando juntos. Desses uma força enorme e conseguimos fazer muita coisa, que sozinho não teria conseguido. Pena que mais uma vez viajaste e foste para longe.

Te prepara que iremos te visitar, não temos data definida mas……… iremos, podes crer…..

Estaremos esperando anciosamente noticias tuas ….pois precisamos disto para nos tranquilizar…..não esquece….

Sei que irás sozinho, sei também que tens amigos lá que podem te ajudar..o que me deixa mais tranquilo…….mas não esquece que somente nós, os teus pais, é que somos os teus amigos verdadeiros. Se precisares de alguma coisa que possamos fazer daqui, não titubeia e nos procura. OK?….. A cavalaria irá chegar, mas certamente, irá demorar um pouco.

Mais uma vez, te desejo felicidades e que tenhas uma ótima viagem….e…..não dá bobeira com as tuas coisas…..certo?

Beijos …..e anexo vão algumas fotos da familia para te acompanhar na tua jornada…..

Te cuida

Ciau

Ruy Antonio”

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Sea World

12/09/2009

Já comprei minha passagem pro Hawaii! Sim! Estou indo pro Hawaii pois minha passagem pra Sydney sai de lá. Consegui ir para Sydney com milhas da Qantas, mas dava pra sair apenas do Hawaii, não de Los Angeles. Que pena! Hehehehe. O Hawaii é tão ruim! Hehehehe. Vou sair aqui de LA no dia 21 próximo às 18:50. E saio do Hawaii no dia 26 às 9:00, isto é, ficarei 5 dias e 4 noites curtindo as praias daquele paraíso. Tô ficando ansioso!

Esse findi que passou eu fui visitar uma amiga, a Lu, irmã de outra super amiga, a Fer. A Fer passou 4 meses comigo em Floripa no início do ano e nós ficamos muito próximos mesmo. Então… a Lu tá em San Diego, vivendo em PB (Pacific Beach). Nos falamos por telefone e combinamos de nos encontrarmos e fazermos algo. No fim acabamos indo, nada mais nada menos que, no Sea World! Estava iraaaaaaaaado!!!

Sea World com Lú.
Sea World com Lú.
Pink flamingos.
Pink flamingos.

Começamos o dia no parque às 10 da manhã. Após passar pelos seguranças com um sanduba escondido na mochila (a comida é cara dentro e eles te obrigam a consumir) ficamos zanzando por diversos aquários, exposições e shows. Vimos pinguins, peixes de diversos tipos, focas, flamingos, etc. Mas o mais legal são os shows e os passeios (rides).

Golfinhos show.
Golfinhos show.
Cercado de piranhas.
Cercado de piranhas.

Vimos shows de golfinhos, leões marinhos, cachorros e gatos e a estrela do parque: a baleia Shamu. Os shows noturnos são muito legais, com direito a fogos, mulheres bonitas, solos de guitarras, telões de alta definição que se movem, tudo isso misturado com os golfinhos e a baleia saltando numa piscina gigante na tua frente. É realmente demais! Pena que faltou bateria na máquina e não pude registrar nada do passeio durante a noite. Mas fica na lembrança.

Não sei porque, mas sempre gostei da Vila Sésamo.
Não sei porque, mas sempre gostei da Vila Sésamo.
Pinguizada no clima.
Pinguizada no clima.

Já os passeios são apenas dois, mas são tri. Um simula um rafting com cachoeiras e corredeiras no meio de um naufrágio (Shipwreck Rapids) e o outro é uma montanha russa leve com água (Journey to Atlantis). Depois de sentar no carrinho (a gente foi na frente) ele sobe os trilhos e depois de uma curva acentuada quando tu vai atravessar uma cachoeira o carrinho despenca numa descida hiper íngreme e termina batendo na água e molhando todo mundo dentro. Pensei que era só isso, mas ele circula num riozinho falso, entra num túnel e para. De repente a porta de traz do túnel fecha, aquela merda começa a balançar e subir ao mesmo tempo, como um elevador desgovernado. Quando chega no topo a porta de frente abre e a gente despenca numa outra montanha russa e termina na água de novo. Bem louco!

Sobrevoando o parque de teleférico.
Sobrevoando o parque de teleférico.
A baleia Shamu se exibindo pra galera.
A baleia Shamu se exibindo pra galera.

No fim achei bem legal o lugar, tudo muito bem feito, organizado, os bichos bem cuidados e tal, mas no fundo eu tinha um sentimento de pena e revolta. Fiquei imaginando a vida daqueles animais coitados presos em piscinas gigantes que são ridiculamente pequenas se comparadas com a vastidão do mar e ainda tendo que ficar aprendendo truques (não se sabe como) pra trabalhar por comida e se apresentar como palhaços de circo pra seres humanos idiotas (como eu) que pagam e incentivam essa barbaridade. Olhando por esse ângulo o parque perde todo o brilho e se torna um local triste e sem graça. Saímos de lá às 23:00 podres de cansados.

Soak zone: sentar aqui é pedir pra ser molhado pelos bichos.
Soak zone: sentar aqui é pedir pra ser molhado pelos bichos.
Shamu é queridona.
Shamu é queridona.

No outro dia acordamos e a Lú me levou pra conhecer a área onde ela mora. Ela vive à duas quadras do mar. A cidade é linda, muito mais bonita comparando com onde eu estou vivendo. Se chama Pacific Beach. Mais vida nas ruas, com bares, restaurantes, praia cheia de gente, mulherada, gurizada pegando onda, etc. Bem massa. Infelizmente não pude ficar muito tempo pois tive que voltar para a festa de aniversário do meu roomate, o Marinho.

Prainha muito bacaninha.
Prainha muito bacaninha.
Pacific Beach.
Pacific Beach.
Breakfast time.
Breakfast time.
Meu ray-ban original do Paraguai.
Meu ray-ban original do Paraguai.
YES.
YES.
Circulando por San Diego.
Circulando por San Diego.
Eu, John e Lú.
Eu, John e Lú.

Teve um detalhe que eu não comentei com vocês: todo o fim de semana + feriado eu estava motorizado. Resolvi alugar um carrinho básico. Passei todo o findi dirigindo uma Mercedes Benz C300! Por apenas U$27.00 a diária me diverti pra caramba e de quebra dirigi o melhor carro que passou pelas minha mãos até hoje. Isso que de todas as mercedes é o  modelo mais simplezinho. Mas já impressiona o conforto, a qualidade e a segurança que o carro oferece. As vezes durante o trajeto, na estrada, eu ligava o piloto automático (cruise) e ia bem de boa sem nem apertar o acelerador. Muito tri.

Tô grandão na América com minha merça.
Tô grandão na América com minha merça.
Conferindo as condições do mar.
Conferindo as condições do mar.
Teto solar.
Teto solar.

Voltei então para Orange County e fui no aniversário do Marinho. Tava bem legal também. Foi um churras em um condomínio bem legal (do nosso chefe). Passei todo o dia entre cervejas, carne, jacuzzi e piscina. Eta vidinha ruim. Hehehe.


Condomínio padrão.

Condomínio padrão.

Marinho: -"Vai uma carninha aí, amigón?"

Marinho: -"Vai uma carninha aí, amigón?"

No outro dia era feriado – Labor Day (Dia do trabalhador) – e eu ainda estava com a Mercedeira. Putz, não deu outra, resolvi sair pra dirigir por aqui. Fui em vários lugares. Chamei o Rodrigão, outro amigo meu da redondeza e fomos conhecer novos picos, tipo: Laguna Beach (tinha um seriado com esse nome que filmavam aqui. Era uma espécie de Barrados no Baile moderninho e mais realista) e Dana Point. Olhem as fotos.

Gramadão na frente da praia de Laguna Beach.

Gramadão na frente da praia de Laguna Beach.

Paisagem seca da Califa.

Paisagem seca da Califa.

Dando um rolé de merça.

Dando um rolé de merça.

Dana Point.

Dana Point.

The Rodrigos.

The Rodrigos.

Na volta pra casa tive uma experiência única e surreal. Fiz um rachinha com uma Lamborghini. Na verdade não foi bem um racha pois não teve graça. Eu vi essa Lamborghini branca na minha frente na sinaleira e fiz de tudo pra alcança-la. Até consegui ultrapassá-la, mas foi difícil, e somente porque o cara deixou. A mercedes já é um carro animal que deixa vários outros no chinelo, e a lamborghini, nossa, deixa a mercedes no chinelo fácil.

Moto irada.

Moto irada.

Lamborghini (acho que nunca vou ver no Brasa uma dessas).

Lamborghini (acho que nunca vou ver no Brasa uma dessas).

Ultrapassagem com categoria, estilo rock'n'roll.

Ultrapassagem estilo rock'n'roll.

No final da tarde ainda deu pra pegar um anoitecer irado. Cheguei meio tarde e não consegui nenhuma foto do sol mergulhando no mar, mas mesmo assim foi irado.

Anoitecer sem o sol.

Anoitecer sem o sol.


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